Mercado parado, mais exigências legais, produtos importados, Abvtex, Equipe incapaz…

Qual é a sua desculpa preferida?

 

A cada novo projeto de consultoria ou Mentoria, o roteiro se repete: um empresário percebe que sua empresa se transformou em uma grande e bagunçada fábrica de prejuízos e não sabe como mudar esse cenário.
Normalmente ele chega a essa conclusão bem tarde e forçado muito mais pelos desconfortos financeiros causados à sua pessoa física, do que pela análise do negócio e avaliação dos resultados.

 

As alegações são sempre as mesmas: começam pelo governo que não ajuda e termina na equipe que atrapalha. Nunca, jamais, em hipótese alguma, o motivo é o seu despreparo como gestor ou a falta de investimento em ferramentas de gestão e adequações tecnológicas.
Todos eles buscam um culpado, sem perceber que esse comportamento é muito mais uma defesa par o seu orgulho que para sua empresa.

Reconhecer o despreparo diante de uma nova demanda, um novo cenário ou um novo cliente, não é sinal de fraqueza, muito pelo contrário. Os grandes campeões só receberam seus títulos por terem reconhecido suas fragilidades e trabalhado incansavelmente para supera-las e no caso da vida empresarial, esse comportamento não pode ser diferente, mas poucos empresários investem no seu próprio desenvolvimento e capacitações e esse despreparo escorre e contamina a empresa como um todo.

Existe um estudo, conhecido como a regra de Bourdichon & Darli que afirma que, em 100% dos problemas encontrados em um projeto 70% é causado por comportamento e cultura (ordem relacional) 20% são de ordem organizacional (processos e métodos) e somente 10% é problema da ferramenta, no nosso caso, do negócio.

Essa regra se aplica e se comprova no mundo corporativo, mas o grande desafio é provar para os gestores que a cultura e comportamento da empresa são definidos por eles e que, portanto, para resolvermos 70% do problema, teremos inevitavelmente que os obrigar a entrar em contato com seu lado menos desenvolvido. E quando esse momento chega, é certamente a parte mais dolorida, mas a mais importante do projeto, pois se não conseguimos sucesso nesta etapa, os outros 30%, por mais eficiente que estejam, não trarão a empresa para o sucesso.

O processo é idêntico ao que acontece com a Supernanny, que após mapear todos os maus hábitos da criança malcriada, identifica e comprova que a origem de todos os comportamentos condenáveis está nas atitudes e comportamento dos pais.

 

E assim como os pais diante da Supernanny, os empresários em crise se justificam, culpam o companheiro/sócio e usam como principal argumento o “amor” que sentem pelo negócio e o quanto se dedicam para que ele cresça.

 

E assim como a Supernanny, nós mentores, sabemos que todas as desculpas são verdadeiras, e que o sofrimento é real, porém inútil.

Chorar, gritar, se sentir injustiçado não educa criança nem salva empresas.

 

Crianças mal-educadas e empresas em crise precisam de pais/gestores participativos e atentos, que deem exemplos de responsabilidade e comprometimento, que sigam as regras, que incentivem o desenvolvimento e que acompanhem o crescimento físico e mental do seu filho/empresa, que cobrem disciplina, mas que também demonstrem orgulho e reconhecimento por cada passo dado.

Mais do que aprender onde estavam errando, os pais/gestores devem se conscientizar de que o sucesso depende da sua mudança, pois um dia o projeto acaba e a Supernanny se vai e quem garantirá que tudo será diferente não são os filhos e sim os pais.

 

Mirtis Fernandes

 

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