Invista no recurso mais importante que você tem em sua empresa. Sim, o “Ser Humano”, e verá a transformação no seu negócio. “Recursos Humanos” é investimento e não despesa.

Maria Pereira

 

As atribuições dadas ao Departamento de Recursos Humanos (RH) em uma empresa são inúmeras, e, geralmente, demandam uma equipe robusta e o orçamento acaba sendo muito expressivo. É por isso que temos um cenário onde muitas empresas não investem em um setor de RH interno. Sejamos realistas, tudo o que um investidor ou empresário não quer ouvir, quando busca redução nos investimentos, maximização dos lucros, ou quando a economia está passando por turbulências que deixam o mercado instável, é que determinado setor tem um orçamento expressivo e que não lhe traz resultados mensuráveis e palpáveis.

 

 

A pergunta de Um Milhão é: Como montar um setor tão importante sem investir muitos recursos e, principalmente, sem perder a qualidade e agregando resultados?

 

Vamos nos debruçar sobre essa pergunta e resolver esta complicada equação, trazendo soluções inovadoras e tecnológicas para essa área que é extremamente necessária e estratégica dentro de qualquer empresa.

Vamos trazer soluções e dar direcionamentos para que a sua empresa seja capaz de estruturar um setor de Recursos Humanos de qualidade, que lhe traga resultados sem altos investimentos. Contudo, é válido sempre ponderar que cada empresa tem suas peculiaridades, ou seja, o perfil corporativo de sua empresa definirá inconteste a estrutura do RH, o caminho que ele vai percorrer e o resultado que terá.

 

 

Primeiro ponto que precisamos considerar é mudar o nosso modelo mental e nos adequar para o momento em que vivemos. Estamos passando por uma transformação digital nunca antes vivida, falamos sobre nanotecnologia, sistemas robotizados e inteligentes, internet das coisas (sistemas integrados entre a internet, as coisas e as pessoas), carros autônomos, inteligência artificial, tudo isso já é factual e com demandas em ascensão.

 

O modelo de trabalho mudou, nosso processo de produção foi automatizado, temos consultores digitais para ajudar nos atendimentos, fazemos qualquer tipo de pesquisa em segundos ou minutos, temos aplicativos para quase tudo, e, acredite, não iremos andar para trás, e sim para frente.

A velocidade com que as coisas acontecem também mudou. Nós crescemos nos últimos vinte anos o que não conseguimos nos últimos cem. O modelo de aprendizagem tradicional está anacrônico e, concomitantemente, está se construindo um novo modelo de ensino exponencial. Soma-se à todos estes fatores a questão das gerações que mudam cada vez mais rápido, exigindo ainda mais dos gestores.

Dessa forma conseguimos entender o quanto o seu RH é importante e precisa ser estratégico. Ele tem que se preocupar na hora de contratar, desenvolver, motivar e manter pessoas com talento, capazes de gerir este tipo de tecnologia dentro das empresas e ainda trabalhar a questão de engajamento e relacionamento interpessoal entre gerações.

Isso quer dizer que o modelo tradicional de gestão mudou. A relação chefe x empregado desapareceu e, em seu lugar, surgiu o modelo de gestão compartilhada, onde cada pessoa tem um papel importantíssimo dentro da equipe de trabalho, visto que cada um é peça fundamental nesse “tabuleiro de xadrez”, que é o ambiente organizacional. Um não existe sem o outro, cada um entende o seu papel e todos entendem que não se ganha o jogo sozinho, pois o “cheque-mate” deriva do coletivo.

 

 

Agora, na prática, vamos pensar em como implantar um RH que nos traga resultados:

 

 

  • Recrutamento e seleção estratégicos:

Essa é a porta de entrada para o sucesso ou para o fracasso de sua equipe. A empresa que não sabe quem ela quer contratar, não sabe como contratar, tem prejuízos imensuráveis, ou seja, já entra no jogo perdendo.

Sabemos que o empresário não tem tempo, e nem dinheiro, para jogar fora com erros na hora da contratação ou pós-contratação.

Precisamos dar um passo atrás aqui. Antes de contratar é necessário construir uma base sólida, desenhar todos os cargos existentes e futuros na equipe, sendo que, não pode faltar nessa descrição, além das atividades chaves, quais habilidades a pessoa precisa ter e quais as competências a organização desenhou para esse cargo. Ademais, montar organograma de todos os setores com hierarquia bem definida. Ter claro pacote de benefícios e plano de carreira. Feito isso o responsável pela contratação tem que dominar dinâmicas de entrevistas por competências, conhecimento técnico e ferramentas de perfil comportamental.

 

 

  • Saúde Ocupacional X  Qualidade de Vida

Essa área deixou de ser “emissora de laudos”, exames ou NRs a serem seguidas. Precisamos nos adaptar. É claro que tudo isso ainda é válido e existe como base para nos nortear nessa nova caminhada. Quando falamos em qualidade de vida, nós devemos ir além. Precisamos primeiro otimizar a jornada de trabalho, dado que isso é bom para a saúde financeira da empresa (economia em horas extras e outras despesas como água, luz, etc…) e bom para saúde física e psicológica do colaborador.

Se sua equipe está sofrendo com cargas horárias pesadas, reveja o seu fluxograma de trabalho, analise onde está o gargalo. Reveja também o modelo, mude o processo. Inclua neste, tecnologias que aperfeiçoem o tempo de cada processo. Isso agilizará a jornada e deixará seu colaborador com tempo para pensar em inovação e novos processos.

 

 

  • Treinamento e desenvolvimento de pessoas e equipes:

Um dos segredos para tornar o setor de Recursos Humanos, e todo o restante da empresa mais eficaz, é consolidar a cultura do treinamento e aprimoramento profissional. Com profissionais mais preparados, a execução dos projetos tende a ocorrer de forma mais assertiva, evitando retrabalhos e insatisfação, tanto internamente (desmotivação dos colaboradores, gerando baixa performance profissional), como externamente (má avaliação dos produtos e serviços oferecidos aos clientes), que acarreta no declínio do faturamento.

Afirmo que não somos apenas um ser técnico, somos complexos. É importante trabalharmos com desenvolvimento pessoal. Nessa seara, acredito em três importantes áreas: autoconhecimento e inteligência emocional, autogestão e a autor responsabilização. Ao longo do meu trabalho, percebi o quanto as pessoas não se conhecem e não sabem o que querem para as suas respectivas vidas e para seus futuros. Se dentro do mundo organizacional não trabalharmos essa tríade, não conseguiremos atingir a alta performance  e resultados que tanto almejamos.

Isso pode ser feito através de treinamentos comportamentais, plano de desenvolvimento individual, análise de perfil comportamental, coaching e outros.

 

 

  • Como evitar a alta rotatividade dos funcionários?

Talvez o maior desafio de qualquer equipe de Recursos Humanos seja justamente propor e desenvolver ações que atraiam e retenham talentos, minimizando o turn-over de colaboradores. Para atingir estes objetivos, o RH tem uma gama de ferramentas e estratégias que pode adotar, dependendo do perfil estratégico do setor e dos interesses da organização.

  1. aperfeiçoamento do processo seletivo;
  2. definição de um plano de carreira;
  3. reciclagem constante;
  4. análise de clima organizacional;
  5. política de salários e benefícios;
  6. estímulo à cultura do feedback;
  7. mapeamento dos perfis comportamentais;
  8. avaliação de desempenho;
  9. políticas de bonificação por desempenho.

 

 

 Automação de processos manuais.

Este é o ponto chave para montar um excelente setor de Recursos Humanos com investimento moderado. Ao realizar a automação dos principais processos de RH, com o suporte de sistemas e softwares, esse passará a contar com processos de qualidade e padronizados, permitindo que os profissionais do setor direcionem seus esforços para atividades mais estratégicas e inovadoras.

 

 

  • Terceirização: uma opção viável para seu negócio.

A terceirização de setores tem sido cada vez mais comum no mercado brasileiro, e uma excelente alternativa para otimizar o trabalho, melhorar a qualidade contando com o know-how da empresa contratada e, principalmente, reduzir os custos internos da organização, uma vez que se elimina uma série de impostos e obrigações, tanto jurídicas, como trabalhistas.

As atividades de contratação, demissão de colaboradores, e mapeamento de perfil comportamental já vem sendo terceirizadas há muito tempo. Existem empresas especializadas no segmento e, por atenderem a diversas organizações, acabam otimizando o investimento em seus processos e barateando o custo para a contratante.

No entanto, o RH é um setor chave das organizações, do qual são demandadas importantes ações que trabalham com a cultura organizacional e o modelo de administração da sua empresa. Ao analisar a possibilidade de terceirizar as rotinas de RH da sua empresa, pondere os prós e contras e tenha em mente que o capital humano é o maior tesouro da sua organização.

Independente do modelo de RH que você escolher implantar na sua empresa é preciso ter profissionais que estejam engajados e alinhados com o sucesso do seu negócio, com a sua história e cultura organizacional.

 

 

Maria Pereira

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